quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Hora de Aventura e Labirinto do Fauno: mesmo método, mesma temática, mistérios infinitos


Por volta de setembro, o criador de Hora de Aventura produzido por  Pendleton Ward "acabou" porque o mesmo criador estava sem tempo de jogar video-game, enfim, viver sua vida - o que deixou muitos amantes do desenho em uma depressão profunda.












Como você pode gostar tanto de um desenho? Isso é coisa de criança!

 Existe muito mais que um julgamento. Tenho uma notícia: você está limitando a possibilidade de criação. Desenho é a melhor forma de se expressar! Tudo vai sair mais fiel ao seu pensamento - não em termos de realismo, mas em detalhes subjetivos. Hora de Aventura é um desenho riquíssimo, mas você não vai perceber isso se for explorá-lo e não sair do nado-de-cachorrinho para mergulhos profundos. Já assisti outros desenhos e considerei infantis ou rasos. My Little Pony, por exemplo, é um filme que realmente é infantil: é aquilo e acabou. Perdoem-me os otakus amantes de Naruto e Death Note, mas apesar de serem interessantes, não são tão inteligentes como Hora de Aventura. Naruto principalmente, que é mais exploração gráfica que histórica. Desenhos como Viagem de Shirir, Princesa Mononoke, esses desenhos são um verdadeiro MINDBLOW! Uma vez que você assiste, não tem como voltar atrás: vai passar semanas pensando sobre aquilo.

Do que se trata o desenho?
Crianças e um futuro utópico criado por Pendleton Ward. Nas primeiras temporadas você assiste por diversão, porque tem bastante coisa engraçada e você que ver esse novo formato de histórias, mas se você já não for mais uma criança, por volta da 2ª temporada você vai pensar: "WOW, tem algo muito estranho com esse desenho!" Então você vai catar todo o quebra cabeça que foi jogado de forma subliminar em sua cabeça e ter um segundo pensando: "Como eu não percebi isso antes?"
Assistir Hora de Aventura é um jogo de pluzze onde tudo se encaixa e se você não for atento, vai perder algo e ficar sem entender parte a história incrível. Questões bastante polêmicas aparecem no desenho, mas crianças não entendem, então nem comentam com seus pais - mas há coisas MUITO polêmicas, como até algumas invocações de seres malignos em um pentagrama com alguns ícones de ocultismo, tudo sem apologias, apenas contando a história. Você então agora, crente, pensa: "eu nunca quero assistir isso então!" Mas não pense isso porque o desenho às vezes é extremamente denso e mostra temas demais, e esse da possessão aparece apenas 1x e é interpretado por  - um quase vilão.
Quem são os personagens principais?
Diria que Finn e Jake (o humano e o cachorro mágico), mas há muitos episódios onde eles sequer aparecem, e mesmo assim é tudo muito bom. Há o lado inverso dos personagens, como num mundo paralelo, e isso é bastante complicado de assimilar. Quando Fiona e Cake (os inversos de Finn e Jake) aparecem, é muito complicado assimilar que aquele mundo é o mesmo, porém com gêneros invertidos. Outra coisa é que não existe vilão ou heróis  de verdade. Finn e Jake são os mais equilibrados porque parecem os mais inocentes e mais determinados, mas personagens "fofinhos" e bonzinhos fazem bastante maldade! MUITA maldade às vezes. Como um dos personagens que mais me assusta: o mordomo menta. Outra personagem princesa que muitas vezes parece fria é a Bubblegum. Por os experimentos científicos dela, todos morrem. Ela força amizade para conseguir fazer pesquisa, mente, etc... Já Marceline que parece a vampira endiabrada é extremamente amigável, apesar de ser muito instável.

Assistir Hora de Aventura é como observar obras de Dalí - desconstruir a realidade é necessário

Hora de Aventura e Labirinto do Fauno:

Não acaba nisso, mas amanhã tenho aula e preciso dormir. Escreveria muito mais.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Como escolher um fone de ouvido?

Vídeo de abertura (inglês): Por que ouvir BEM música?


Conheço muitas pessoas que me perguntam o motivo de eu comprar "fones caros demais", então eu vou explicar melhor o que acontece. Primeiro uma explicação pessoal: meu pai nunca me deu fone de  ouvido "peba". Ele sabia que eu gostava muito de música e ouvia algumas horas por dia no fone de ouvido. Eu era emo. Até onde consigo buscar na memória, meu primeiro fone veio junto com um rádio portátil que comprei. Eu detestava os picos agudos! Pra mim, naquela época o que importava era a altura do fone: se fosse baixo eu falava que era muito ruim e se me deixasse surdo temporariamente de tão alto eu defendia ~a qualidade~. Ainda me espanto que usuári@s de fones de ouvido ainda me perguntem se 'meu fone é alto' ou não, como método de julgamento de qualidade.

O que eu ganho com um fone bom?
Começando por não ficar surdo, você explora a música. Explora a composição dos instrumentos e timbres. Para alguém exigente, pequenas diferenças podem ser decisivas na escolha de um fone. NUNCA levo em consideração a opinião musical (um comentário mais refinado) de alguém que comprou um fone de péssima qualidade.
Headphone circoauriculares JVC = muito bom custo benefício, mas distorce o grave

Qual fone aconselho?
Cada tipo de fone tem seu ponto positivo. Eu escolheria usar headphones, mas chamaria muita atenção e eu acabaria sendo assaltado antes dos 100 primeiros passos na rua, então uso o
Intra auricular (in ear buddies).
 O ponto positivo dele que me cativa é que você não precisa aumentar muito o volume pra perceber tudo, o que deixa o som mais vívido, mais experimentável. O ponto negativo dele é que você não pode andar com os 2 na rua porque corre o risco de ser atropelado, já que não vai escutar nadinha do exterior.
Mas isso é uma questão bem pessoal dependendo do estilo de vida, e você pode escolher qualquer um dos famosos estilos.
 Recentemente Apple e Motorola lançaram com seus flagships (nome para celulares recentes, os mais poderosos) um novo estilo de fone de ouvido que parece híbrido do intra auricular e o auricular normal. Pra mim, esse estilo não funcionou bem. Além de os fones não serem um WOW de qualidade, não cabem em meu ouvido! Logo fica incômodo e desisto de usar, então troco por meu Philips SHE9000 (que também não é a melhor escolha mas é melhor que muitos vendidos em shoppings) e percebo que faltava muita parte da música. Falta aquele detalhe que gosto, aquela intersecção entre 2 instrumentos que só percebo no SHE9000, falta o grave bem definido sem sobrepor os agudos, os agudos que não parecem assobios...
Fones do Iphone 5s - Bonitos

Falando em propaganda: outro fone que ganhou o mundo e não vale o preço é o DR BEATS. Overpriced, promete te levar pro país das maravilhas mas vai mesmo é deixar um buraco em sua conta. Poupando escrever, vou linkar um vídeo de um review boy de verdade, o Marques Brownlee, falando sobre o fone (em inglês):


Não compre fones de ouvido baseado em propaganda. 
Não seja inocente ao ponto de pensar que porque um fone está famoso ele é o melhor.

Features especiais de fones de ouvido.
Alguns fones têm características bem particulares, como o mais comum aumento dos graves(bass). Os fones Skull Candy normalmente fazem isso, vários da Sony e alguns JVCs, então leia bem se é isso mesmo que você quer. Já que a fidelidade da música estará questionável.
Alguns também têm isolamento total de sons externos. Esses são perfeitos pra quem não vai andar por aí andando e curtindo um som. São mais caros e normalmente mais confortáveis, inclusive com materiais mais "prime" que os normais.
Fones para práticas esportivas têm "braços" para abraçar seu ouvido e não caírem. A questão é que poucos conseguem ser confortáveis.

Fones wireless
MUITO cuidado ao escolher esse tipo de fone de ouvido. Veja a versão bluetooth utilizada, já que nas mais antigas a tendência é perder muita qualidade por baixa taxa de transferência entre dispositivos. Veja todas as questões de impedância, poder da bateria, abertura de frequência, etc. Atenção dobrada para esse tipo de fone.

Materiais
Uma vez tive um fone Zagg em madeira de ébano legítimo - era um sonho. Pena que nunca mais encontrei em lojas.

A parte técnica
1 - Primeira coisa a observar é se o conector é banhado a ouro. Isso é uma exigência básica! O ouro conduz melhor a eletricidade
2 - Escolha um tamanho de cabo que seja ideal para seu dia-a-dia. O normal é 1m
3 - Sempre leia as informações técnicas antes de analisar o design do fone
4 - Entenda que frequências mais baixas são os graves e frequências mais altas são agudos.
(As dicas seguintes encontram-se na parte técnica dos fones)
5 - Escolha uma larga abertura entre a frequência de reprodução, está ótimo entre 05Hz e 25Khz(25.000Hz)
6 - Escolha uma boa Sensibilidade/Sensibility, no mínimo 104Db/Mw
7 - A potência, eu aconselho 50mW. Quanto maior mais o fone será alto - e isso pode não ser uma boa ideia
8 - A impedância é quase padrão: 16Ohms para fones compactos como os auriculares e 32Ohms para os extra auriculares, os headphones
9 - Marcas que indico para quem gosta de se divertir com a música: JVC, Skull Candy, Sennheiser e Coby
10 - Marcas que indico para pessoas que gostam de viajar nos instrumentos: Philips 
(alguns são até que bons, mas overpriced), Panasonic, alguns Sennheiser, Zagg, Sony, Samsung e alguns JVC.
11 - Sempre assita/leia review de várias fontes sobre o fone que você quer comprar. Assim evita-se desapontamento

Você pode encontrar alguns reviews em português aqui:
http://info.abril.com.br/reviews/acessorios/


Mais informações
http://papodehomem.com.br/como-escolher-o-fone-de-ouvido-certo-para-voce/ 


http://pt.wikihow.com/Escolher-Fones-de-Ouvido



segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Um paradoxo hipocondríaco

O título podia ser menos formal, mas achei que coube perfeitamente ao assunto.
Bem, esse não será o meu primeiro blog nem minha primeira postagem sobre o que penso, mas acho que começarei nesse, o hyphen, de uma forma mais polêmica que um post sobre o machismo: o assunto vai ser o universo.
Se você tem medo de dormir só ou deixa a luz ligada quando vai dormir, melhor fechar a janela enquanto é tempo e se agarrar à suas crenças, pois vou expor agora minha teoria sobre o conhecimento, e tentar, de certa forma, confortar pessoas que dormem com dor de cabeça pensando como paramos aqui, pra onde vamos e se o cachorro-quente da rua desencadeou aquele desentendimento fisiológico. Eu vou começar falando sobre os pombos... Bem, esses seres queridos vivem pelas ruas comendo o que deixamos cair, nos dando susto ao voar de repente, e, porque não, cagando naquela nossa roupa favorita. Ao meu ver, sem mais delongas, o pombo é um bicho burro  -sim - burro no sentido de que tem aquela limitação cognitiva de apenas fazer essas coisas que citei. Quando você para no ponto de ônibus, o pombo passa olhando pra você e o que ele pensa? Bem, eu acho que é mais ou menos: "Será que vou encontrar alimento perto dessa coisa (humano, mas no caso ele nem imagina que é humano pois não estudou biologia)? Normalmente eu encontro comida quando isso aparece". Agora vamos pensar: O pombo sabe que você está num ponto de ônibus? Entende sua expressão de calor e estresse? Sabe que existe um ônibus? Enfim, as perguntas que esse pombo NÃO faria a si mesmo ocuparia um tamanho astronômico em fonte Arial 11 (desculpe, não pude perder a oportunidade dessa hipérbole/ironia com NBR). E o pombo se sentiria culpado por isso? De jeito nenhum, porque o foco dele é apenas comer, é saber se "aquilo" vai deixar cair um resto de alguma coisa que ele possa comer, é se você representa um perigo ou se existe uma fêmea em busca de um parceiro. E como nós chamamos isso? Chamamos de INSTINTO já que não havia forma diferente de falar que um animal é burro e vive à base do básico - sobreviver. 

Tenho minhas dúvidas quanto a necessidade de 12 lições para aprender a cagar nas pessoas. Seria basicamente: 1 - Voe, 2 - Cague, se o pombo soubesse interpretar.
Então eu olho pra cara desse pombo e penso que ele deveria sofrer como eu pegando o buzu pra ir pra universidade cheio de papel, preocupado com a plotagem das plantas - mas inveja à parte - Só acho que o pombo é um ser muito burro. E onde eu quero chegar com isso? Bem, no macaco! Pois bem, segundo meu grande professor e cientista Neil deGrasse Tyson, que também tem inveja dos pombos, o macaco tem apenas 1% de diferença 
cromossômica de nós, humanos. No caso também, o macaco não estudou biologia conosco por uma razão que 
não posso comentar em público, mas a questão é que ele não estudou. 
Humanos tentando refletir seus costumes em animais
Até onde sei, nós humanos, não consideramos os macacos lá esses gênios da inteligência. Apesar de existir 
imagens manipuladas (juro que são manipuladas em photoshop) de macacos fumando, com arma, e até fazendo
 filme, eles ainda não ocupam cargos de poder em nosso país (e isso é culpa do PT) e pelo que vejo, não se 
preocupam muito com muita coisa além do discretamente pejorativo ~instinto~ que foram fadados. Agora, como 
um meteoro da paixão, eu vou perguntar a vocês, leitores, até que ponto vai nosso instinto(?). Não é muita prepotência 
do homem querer alguma resposta quando sua mente não está preparada e/ou não tem capacidade para julgar tais coisas?
A verdade, meus queridos, pode estar esperando ônibus pra ir pra universidade, mas o que significa isso tudo já que o que
realmente importa é a migalha de cachorro-quente? Hmmm aquela salsicha que tem gosto de qualquer outra coisa mas vai
encher nossa barriga.

Conclusão:
Nossas perguntas para tudo, além de mal formuladas, não têm respostas para nós: amadores, pombos, instintivos e qualquer 
outro adjetivo que nos diminua.

Exercício para casa:
Olhe pro céu, olhe para as estrelas, e perceba que tudo lá funciona sem a sua existência, você querendo ou não. Tem muito mais 
além do seu processamento precário sobre o mundo. Porque nossa ciência mais avançada ainda não representa nada para tudo 
o que temos quando olhamos para o céu ou para um microscópio

Resposta:
Coloque-se no lugar de humano e aceite que as respostas nunca existirão para você.